Quando... tudo perder o encanto...E tudo... estiver fora de prumo...
E os descuidos... espocarem num pranto
e o olhar revelar da alma, o sumo...
então é amor!
Quando... a voz preencher um espaço vazio...
Quando... o tato encher a alma num sorriso...
E uma canção insonora ressoar num arranjo,
Quando... ouvir o som alvo de asas de um anjo
então é amor!
Quando... sentir tanta raiva e dor...
e ao mesmo tempo, tanto pavor...
que não saiba se seguir ou parar...
que não saiba se falar ou calar,
é amor!
Quando... todo o sabor da vida....
encher o corpo num raio de alegria...
e tudo o que for loucura... parecer certo...
e todo olhar de amanhcer, for eterno
então é amor!
Que é não, e que é sim
que é travessia, sem inicio, sem fim
começo, e recomeço, estourando
pipocando... nas paredes do corpo, torturando
que é o tudo, e o nada
que é absurdo, e também
aquela conta exata...
é o ouro dos tolos
é o querer de todos...
mas, não é de ninguém.
Então... quando houver
todo esse mar em ebulição
gelo jorrando de vulcão...
fogo dos olhos da fé...
então... é amor!
carla ferraz.
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